A maioria dos atrasos de exportação não é causada por problemas de fórmula. Vem de documentos que faltam: uma declaração de conformidade com a parte responsável errada, um rótulo sem a língua e a indicação de conteúdo líquido exigidas, ou um dossiê de embalagem que nunca chegou a ter número de registo EPR.

Como usar este checklist
Percorra a lista antes de congelar a arte da embalagem. Alterar um rótulo depois de impresso é o erro de conformidade mais caro desta indústria. E reserve a produção só depois de cada mercado ter a sua documentação mapeada.
1. A parte responsável por mercado
- União Europeia — formulação ao abrigo do Regulamento (CE) 1223/2009; a notificação CPNP, o arquivo do produto, a declaração de conformidade e o registo EPR competem à parte responsável estabelecida na UE. O fabricante fornece a documentação, não a assina em nome da marca.
- Reino Unido — estrutura própria de responsabilidade e de notificação, distinta da UE; confirme qual entidade assina e onde o dossiê é arquivado.
- Estados Unidos — registo de estabelecimento da FDA e obrigações da MoCRA, divulgação de ingredientes e revisão de rótulo.
- Japão e Coreia do Sul — requisitos de notificação e de análise de produto próprios de cada mercado.
- Brasil — o registo na ANVISA é da responsabilidade da marca; a fábrica entrega a documentação técnica, com certificado de análise e dados de estabilidade por lote.
2. Elementos de rótulo que variam
Os itens que mais frequentemente falham num primeiro embarque:
- Conteúdo líquido — formatação e unidades conforme o mercado, incluindo a indicação por par quando se vende eye patch de 6 g.
- Idioma — língua local obrigatória e termos regulamentados traduzidos.
- Endereço do importador e do responsável legal, quando exigido.
- Lista de ingredientes e alertas específicos da categoria leave-on.
- Número de lote e validade, legíveis e embutidos antes da impressão final.
3. Dossiê de fórmula: antes ou depois do embarque
- Antes do embarque — UE, Reino Unido e Coreia do Sul exigem que a informação da fórmula exista antes da colocação no mercado.
- Depois, com marco — Japão e os EUA seguem calendários próprios; confirme o prazo com o seu responsável de conformidade.
- Sempre — dados de estabilidade, relatórios de metais pesados e contaminantes, e certificado de análise por lote.
4. Embalagem, PPWR e EPR
- Regras de embalagem na UE ao abrigo do PPWR, com responsabilidade de registo EPR no mercado de destino.
- Regras equivalentes de responsabilidade estendida noutros mercados; confirme o registo antes de imprimir.
- Dados de migração e de compatibilidade do material de embalagem com a fórmula.
5. O que a fábrica entrega e o que fica para a marca
- Da fábrica — certificados ISO 22716 / GMPC, certificado de análise por lote, dados de estabilidade, relatórios de metais pesados e contaminantes, e a documentação de exportação preparada.
- Da marca — responsabilidade legal e registo no mercado, nome e endereço no rótulo, submissão do dossiê, e o registo na ANVISA quando o destino for o Brasil.
Se um fornecedor não consegue dizer em que dia os documentos são emitidos, isso é risco de sourcing, não uma diferença de preço.

6. Antes de reservar produção
- Cada documento identificado por mercado e por responsável.
- Rótulo revisado antes de imprimir, com conteúdo líquido e idioma conferidos.
- Registo EPR verificado antes de o lote ser produzido.
- Prazo de produção confirmado por escrito, com os passos de amostragem incluídos.
- Testes e certificado de análise agendados dentro do cronograma, não a seguir.
Fale com a fábrica
Indique-nos os mercados de destino e a data de lançamento. Dizemos que documentação emitimos, em que dia, e o que tem de ser submetido do seu lado.